quinta-feira, 25 de junho de 2009

Para onde mesmo?

Tem algo que faço constantemente e nunca contei para ninguém. Hoje eu cheguei em casa, fui ao banheiro, peguei minha gatinha Ariel no colo e andei até o quarto da minha mãe só para garantir que ela estava dormindo antes de ir para o meu quarto. Nas escadas eu agradeci.

-Obrigada Deus por estar viva e por encontrar as pessoas do jeito que deixei!

Aproveito também esse momento para pensar em porque estou viva. Para que vivo? Por que tenho tanta certeza que nasci para virar jornalista? Será que isso vai fazer alguma diferença no mundo ou sou mais uma? Meu gato Augusto morreu esta segunda feira de falência nos rins, ele tinha apenas 2 anos. Por quê? Acho que a pior parte da vida de um ser humano é sair de casa e não saber se vai encontrar as pessoas que ama quando voltar. A duas semanas meu pai sofreu um acidente de trabalho e quase perdeu a perna. Por que estamos sujeitos a isso? E onde meu gato está agora? Será que sua essência sumiu já que ele é um animal? Será que a minha outra gata que é mãe dele sente falta?

Acho que morrer é como dormir. Tudo se acaba. Não sou atéia, isso é uma comparação. Quando dormimos nossa vida se congela. Pára! E quando acordamos tudo recomeça... Por que temos a sensação de que algo já aconteceu? Por que você jura que já viveu aquilo antes? Por que tem pessoas que morrem aos vinte, aos quatorze, aos oito? E por que há pessoas que vivem até os cem anos? Qual é a nossa verdadeira ligação com animais domésticos? Por que os cachorros aparentam que vêem coisas que nós não?

Domingo estava vindo para casa. Vinha caminhando na estação do Brás por volta das 22h00 e vi uma senhora chorando no chão do corredor com seus filhos envolta pedindo para ela ter calma. Fechei meus olhos e pedi mais uma vez que Deus a protegesse e que chegasse bem em casa. Sempre faço isso. Quando vejo crianças vendendo doces nas conduções, peço que Deus leve-as de volta para a escola e que tenham um futuro digno. Quando vejo pessoas argumentando doenças nos trens, faço o mesmo. A pergunta é: por que faço isso? É involuntário e sincero! Isso é a única coisa que sei. Não gosto de pensar para onde vou e nem de onde vim, mas sei que amo todas as pessoas do mundo e inclusive as que não gosto e não conheço. Me desculpem a ladainha, mas este foi o texto mais sincero que já escrevi até hoje!

5 comentários:

Braz disse...

Se todos tivessem um dia de sinceridade assim a gente viveria num lugar melhor.

Anônimo disse...

Poxa!! que bacana isso Derla...Existem pessoas iluminadas, Graças a Deus vc é assim. Parabéns.

Nino disse...

Esqueci e fiquei como Anônimo, deculpa ae...rs

Heitor disse...

é... bem raro, mas beeem raro mesmo, pois ela só vai observar essas cenas se não estiver fazendo algum comentário maldoso de alguém ou alguma coisa.

mas é isso ai Derlita, pensar um pouco no amanhã te faz melhor hoje!


Desde-que o mendigo não venha com o dedo sujo pra puxar seu cabelo! haha

Sá Heck disse...

eu te amo baby!!

mas achei um de seus melhores posts...